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Guerra

Olhos me cercam por todos lados
Um novo ataque, uma nova investida
Quantas sombras ainda terei de enfrentar
Quantos inimigos ainda terei de matar

Explosões ecoam pelos corredores
O céu se torna colorido
Chuva de estrelas cadentes
Nossa proteção de nada serviu
~Avada Kedavra~
Podia ter desistido
Mas não foi o que preferiu

Tudo acabará
Corpos serão recolhidos
Entes queridos viverão apenas
Acolhidos em nosso coração
Tudo acabará

Estátuas se locomovem
~Piertotum Locomotor~
Objetos são desintegrados
~Reducto~
Feitiços são ligados
~Priori Incantatem~
Alguns até encerrados
~Finite Incantatem~

Você-Sabe-Quem
Outra guerra
Momentos de caos
Mágia imortal
Aqui jás a Terra

Nem sempre o bem vence
Muitas mortes podiam ser evitadas
Muitas famílias não serão polpadas
Alguém sempre sofre

Todas casas participam
Os pacientes da Lufa-Lufa
Os corajosos da Grifinória
Os inteligentes da Corvinal
Os orgulhosos da Sonserina
Todos unidos contra aquele
Ameaça ao nosso mundo

Hoje a guerra acaba
Mas é apenas uma das
Milhares que ocorrerão
Nada é para sempre

Muitas guerras virão
Não com os mesmos personagens
Mas com a mesma emoção

Floreios e Borrões

Floreios e Borrões, fim de tarde, a loja estava fechada, mas não possuíamos escolha, tínhamos de nos esconder em algum lugar. Arrombamos a porta, a loja possuía um tom chumbo, nenhuma luz estava acesa, tornando a sala ainda mais escura. Vários livros estavam no fundo da loja, e na frente havia vários ovos de páscoa cobertos com papeis dourados e prateados.
- Quem dera ter tempo para comer um ovo. - Pensamentos gordos sempre passavam pela cabeça de Marta.
- Shh. Ela está vindo, vamos nos esconder! - E eu, como sempre, cortava sua alegria.
Corremos para a parte de trás da loja, onde estavam os livros e fomos para baixo de uma mesa. Devido a quantidade de ovos e livros no chão não era possível nos ver do lado de fora, mas isso não impediu de notarem nossa presença.
Passos ecoavam pelo corredor, várias pessoas passando ao mesmo tempo, a não ser uma que parou olhando para a porta. Ela ergueu sua varinha e a porta se abriu. Seus passos eram escutados dentro da loja, leves, mas acelerados.
- Eu sei que vocês dois estão aí, não adianta se esconder. Saiam para não se machucarem.
- E agora, o que vamos fazer?
- Para Marta, ou ela vai nos ouvir. - Cochichávamos, mas como a loja era pequena, nada impedia ela de nos ouvir.
- Arthur, ela está vindo pra cá.
- Vocês dois que pediram.
Sem medir as consequências, saquei a varinha e saí de baixo da mesa, lançando um feitiço na professora que nos procurava.
- Estupefaça! - Seu corpo foi jogado contra os ovos e a frente da lojas. - Corre!
Saímos correndo da loja, cruzando os corredores vazios repletos de pedras e mármore. Duas pessoas estava conversando ao lado de uma escada a nossa frente. Ao subirmos a escada, Snape estáva nos encarando, ele sacou a varinha.
- Expelliarmus!
- Protego Totalum!
O feitiço de Snape ricocheteou no feitiço defesa, mas com um feitiço não verbal ele conseguiu quebrá-la. Corri para a porta e ergui outra defesa, para que ele perdesse mais tempo. Percorremos vários outros corredores e passamos por várias portas, até que chegamos na praia que havia fora do castelo.
Lá havia um grande estátua de gato e muitas pessoas em volta de fogueiras, cantando.
- Arthur, cuidado!- Um feitiço azulado passou por cima de mim, Hermione estava alguns passos a frente de nós, com sua varinha erguida, apontando na direção do gato.
- Obrigado Marta.
- Piertotum Locomotor!
Fortes tremores podiam ser sentidos, a estátua de gato começou a se mexer, retirando suas patas do chão, movendo sua cabeça e parando para encarar marta e eu.
- Vadia!
Marta correu ao encontro de Hermione, puxando-a pelos cabelos, iniciando uma luta corporal. As duas rolavam pela areia, até que ambas estavam dentro d'água do mar, lutando sem suas varinhas. Enquanto eu era perseguido pela grande estátua. Ela tentava me acertar com suas patas de três metros de diâmetros, mas eu era mais rápido. Em uma ultima tentativa virei para trás e lancei um dos feitiços mais poderosos que sabia.
- Expulso! - Com um grande zumbido, a estátua adquiriu um tom amarelado e se desintegrou.
Corri para o encontro da Marta, que estava aos socos e chutes com Hermione. Não era possível dizer quem estava ganhando, já que as ondas também estavam participando. Entrei dentro d'água e usei um feitiço de fogo para afastá-las.
- Incendio! - Algumas chamas sugiram na água, mas devido a água eram apagadas rapidamente, por sorte, Hermione possuía medo de fogo, afastando-a da Marta.
Corremos para a areia, não havia para onde ir, todos estavam nos procurando. Por sorte éramos maiores de idade, podíamos usar feitiços mais complexos.
- Marta, temos que sair daqui.
- Mas para onde nós vamos?
Enquanto falávamos, Hermione se recuperara do susto e vinha ao nosso encontro. Sua varinha estava apontando para nós e seu olhar dizia que não seria uma boa ficar lá.
- Qualquer lugar bem longe.
- Avada...
Os olhos de Marta ficaram perplexos, como podia uma grande aluna conjurar tal magia. O que tínhamos feito para merecer a morte?
- Me dá tua mão, já! - Marte não pensou duas vezes antes de me agarrar, não devíamos morrer.
- Keda...
Aparatamos.

Magick

Ecos secos se desprendem do céu
Luzes azulados cruzam as constelações
Pequenos lapsos de memória cruzam minha mente
Grandes descuidos cruzam a minha vida

As folhas balançam com algo que não existe
A água congela em temperaturas altas
Paredes explodem sem objetos por perto
O fogo surge em lugares que nunca imaginaram

Eu só espero algo que me deixe feliz de novo
Estou cansado deste mundo
Rodeado de imbecis
Perdidos em lugar nenhum

Quem sabe uma escola
Diferente de tudo que existe
Magia é sua regra
E lá, ninguém desiste

Brakebills
Hogwarts
Nárnia
Fillory

Prova
Carta
Chamado
Missão

Quem sabe algum destes lugares ainda me espera
Quem sabe apenas me perdi no caminho
Quem sabe.

O Passado